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Realizou-se, a 31 de Agosto, a inauguração da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) do Ave, na presença da Ministra do Ambiente e do Ordenamento do Território, Dulce Álvaro Pássaro.
A ETAR do Ave representa um investimento de cerca de 20 milhões de euros, financiados em 70% pela União Europeia, através do Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN.
Localizada na freguesia de Tougues, Vila do Conde, esta infra-estrutura está dimensionada para receber os efluentes provenientes de cerca de 258 mil habitantes-equivalentes, na época alta, de e 184 mil habitantes-equivalentes, na época baixa, dos Municípios de Vila do Conde e Póvoa de Varzim.
A ETAR do Ave é dotada da mais avançada tecnologia para o tratamento do efluente, que é devolvido ao Rio Ave em condições ambientalmente seguras.
É de elevada importância a existência de uma unidade de tratamento terciário, em que o efluente resultante do tratamento é sujeito a uma desinfecção por UV.
Destacamos também a produção de energia resultante do processo de tratamento através de uma central de cogeração, preparada para produzir 379kW x 2 unidades, o que representa cerca de um terço da energia consumida pela ETAR.
Esta infra-estrutura é o elemento mais importante de um sistema que integra ainda mais de 22 quilómetros de interceptores e 19 estações elevatórias - que encaminham as águas residuais para a infra-estrutura de tratamento - cujo investimento se cifra também em mais de 20 milhões de euros, que foi, igualmente, comparticipado em 70% pela União Europeia, através do Programa Operacional Temático Valorização do Território, no âmbito do QREN.
Assim, o investimento associado a esta obra nos dois Municípios abrangidos ascende a cerca de 40 milhões de euros, executados nos últimos 24 meses.
Esta cerimónia foi também marcada pela entrega dos certificados das normas ISO 9001, de Qualidade, OHSAS 18001, de Segurança, ISO 14001, de Ambiente e SA8000, de Responsabilidade Social, pela APCER à Águas do Noroeste.
Após a cerimónia de inauguração, a ETAR esteve aberta ao público até ao final do dia, para visitas que foram acompanhadas por um técnico da Águas do Noroeste.
Projecto de Despoluição da Bacia Hidrográfica do Ave
A conclusão desta obra vem assinalar a conclusão da segunda fase do projecto de despoluição da bacia hidrográfica do Ave, já que em todos os seus 10 Municípios estão disponíveis infra-estruturas com capacidade para drenar e tratar adequadamente a grande maioria das águas residuais domésticas e industriais gerados nesse território.
No início do seu funcionamento, em 1998, o sistema - na época designado por SIDVA - contava com apenas três ETAR em funcionamento, sendo que, após 12 anos, dos quais 4 de forte investimento, a realidade é bem diferente. A criação da empresa Águas do Ave - que por fusão com a Águas do Cávado e a Águas do Minho e Lima deu origem à Águas do Noroeste – teve um impacto determinante no desenvolvimento deste projecto. De três ETAR, existem hoje 17 em pleno funcionamento.
Na bacia hidrografia do Ave, associados a estas infra-estruturas de tratamento, estão já em funcionamento 334 quilómetros de colectores e seis estações elevatórias responsáveis pelo encaminhamento das águas residuais, sendo que, até ao final do corrente ano, deverão já estar em funcionamento 376 quilómetros e 29 estações elevatórias.
Desde 1994 foram investidos 204 milhões de euros, dos quais 120 milhões são da responsabilidade da Águas do Noroeste.
Este projecto tem o seu horizonte de conclusão previsto para 2015, estando traçado para essa terceira fase o alargamento da zona de drenagem, passando dos actuais 334 para 588 quilómetros de colectores – e o aumento da capacidade de tratamento, passando das actuais 17 para 32 ETAR, totalizando, quando concluído, um investimento superior a 230 milhões de euros.
A prova do esforço e do bom trabalho que tem vindo a ser realizado é o resultado das análises feitas à qualidade da água do rio Ave que, em 1995, era, na generalidade, Muito Má e, em 2009, era Boa ou Razoável.
Águas do Noroeste
Constituída em Junho de 2010, a Águas do Noroeste resulta da fusão das empresas Águas do Cávado, Águas do Minho e Lima e Águas do Ave.
Com um capital social de 70 milhões de euros, já realizado em mais de 50 milhões de euros, a Águas do Noroeste integra mais de 30 municípios da região do norte, predominantemente do Minho, numa área de intervenção de cerca de 6.000 km2.
Constituída pelo Decreto-Lei n.º 49/2010, de 29 de Abril, e com início de actividade em 4 de Junho, a Águas do Noroeste tem por objectivo a exploração e gestão do Sistema Multimunicipal de Abastecimento de Água e de Saneamento do Noroeste, e a sua Missão consiste em “conceber, construir e explorar as infra-estruturas de abastecimento de água e de saneamento do sistema multimunicipal, num quadro de sustentabilidade económica, social e ambiental, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e para o desenvolvimento socioeconómico da região”.
A empresa é responsável por um investimento da ordem dos 830 milhões de euros (1995-2015). Mais de 300 milhões de euros serão investidos entre 2010 e 2015. Realizou até Julho de 2010 mais de 550 milhões de euros. A importância deste investimento para o desenvolvimento socioeconómico da região justifica o seu financiamento a fundo perdido, em cerca de 50%, pelo Fundo de Coesão da União Europeia.
A Águas do Noroeste, até Julho do corrente ano, é a entidade responsável pela operação de:
No abastecimento de água, 9 ETA, 538 quilómetros de condutas adutoras e mais de 120 reservatórios, fornecendo água a 760 mil habitantes desta região,
No saneamento, 38 ETAR e 586 quilómetros de interceptores, serve uma população equivalente de 1,5 milhões de habitantes equivalentes, dos quais mais de 900 mil correspondem a habitantes residentes neste território,
Forneceu cerca de 20 milhões de m3 de água e recolheu e tratou mais 27 milhões de m3 de águas residuais.
O Sistema Multimunicipal
Na componente de abastecimento de água, o sistema multimunicipal foi dimensionado com o objectivo de captar, tratar e distribuir água aos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Caminha, Esposende, Fafe, Maia (Norte), Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Póvoa de Lanhoso, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa, Valença, Viana do Castelo, Vieira do Minho, Vila do Conde, Vila Nova de Cerveira e Vila Nova de Famalicão, estando dimensionado para servir uma população de cerca de um milhão de habitantes e fornecer um caudal de 63,9 milhões de m3 de água por ano, em 2015, ano de cruzeiro do projecto.
No saneamento de águas residuais, para além da quase totalidade dos citados anteriormente o sistema multimunicipal, compreendendo tem a responsabilidade pela recolha, tratamento e rejeição das águas residuais produzidas nos municípios de Amarante, Amares, Celorico de Basto, Felgueiras, Guimarães, Lousada, Mondim de Basto, Terras de Bouro, Vila Verde e Vizela. Nesta componente prevê-se que, em 2015, o sistema multimunicipal sirva cerca de 1,9 milhões de habitantes-equivalentes e trate mais de 72 milhões de m3 de águas residuais urbanas por ano.


